20.11.09

Kalidasa (India)

     
      

foto jsm
    
    
    
O DESEJO...




O desejo a impele ao encontro do amante
O receio a detém por um momento
Parece a seda de um estandarte
Que ora se abandona ora se furta ao vento



Tradução de Jorge Sousa Braga
     
     

4 comentários:

José da Silva Martins disse...

Origem: Wikipédia.

Kalidaça ou Kalidasa ou Calidaça foi um poeta e dramaturgo hindú.
O mais notável dos dramaturgos sânscritos e o maior nome da literatura sânscrita depois de Asvaghosas (século III a.C. - c. 375 a.c.). A sua vida está oculta por um véu de lendas. Deve ter sido um estrangeiro convertido à via brâmane. Era a mais brilhante das nove gemas na corte de Vikramaditya de Ujjain. Eminente nas artes e ciências do seu tempo, desde a astronomia à política.
A tradução do seu Sakuntala no princípio do século XIX foi entusiásticamente aclamada por Goethe e revelou a toda a Europa as realizações de nível insuspeito que a literatura sânscrita atingira. Preocupava-se essencialmente com a estética, não mantendo interesse algum pelos problemas sociais do seu tempo; mas, era sentimental, prolixo, por vezes grosseiro e amante em excesso de descrições longas.

Isabel disse...

e aqui o vento é sempre de mudança. o pouco que é vastamente simbólico.

o muito que nos ressalva do quotidiano em língua de seda. rara. depurada.


belíssimo até doer.




beijo.

PiresF disse...

Como diz a Isabel “belíssimo até doer.”

É exactamente isso.

Abraços.

maré disse...

um degrau

apenas

divisível?!

há um todo que (se)confunde
os delírios do sangue.

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um beijo JSM