1.11.09

Pierre Kemp (Países Baixos)

   
   


foto jsm
    
   

Sonhos

Certas noites  sigo uma luz amarela
até uma porta azul, onde se lê: Sonho.
A porta não é aberta por minha mão
nem sou convidado por uma mulher
para comprar sonhos, e mesmo assim
sempre eles foram pagos por mim.
À noite não fiquei nada a dever.
   
   
Tradução de Fernando Venâncio
    
     

6 comentários:

isabel mendes ferreira disse...

e deve-se tudo aos sonhos...diria eu se soubesse dizer. um pouco mais de luz sobre a porta do esquecimento. ou sobre a boca da noite. Pierre Kemp é todo ele acinte.

a tela parece ser de um barco e o barco é uma tela.azul como a porta de uma alegoria.

e saio. e deixo um abraço.

maria josé quintela disse...

os sonhos têm luz verde. sempre.

há quem os sonhe cor-de-rosa. eu prefiro-os a preto e branco. não dou o exclusivo à noite.




um abraço.

José da Silva Martins disse...

Isabel Mendes Ferreira

Sim caríssima Poeta, a tela é mesmo um barco. O fundo de um barco. Uma alegoria como diz dos atributos da coisa representada, uma metáfora que dá a entender uma coisa expressando-a por outra.
Concordo com a sua apreciação à obra de Pierre Kemp, claro.

Abraço.



Maria José Quintela

Cara amiga, sonhar a cores é bem melhor.
E é claro que nem todos os sonhos são propriedade da noite onde uma coisa representa outra diferente.

Abraço

PiresF disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
PiresF disse...

«E sabei que segundo o amor tiverdes
Tereis o entendimento dos meus versos»

Camões

maré disse...

certas noites
pergunto quantas bocas tem o sonho
ou em que abrigo temporário se demora.
outras há, em que me cumpro nesse destino de cores.


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um beijo, multiplicado